Perlla ministrou culto evangélico na segunda-feira, 19, em uma igreja em São João de Meriti, município do Rio. Esta não é a primeira vez que Perlla ministra um culto. Em junho, ela postou uma foto sua pregando: "Benção pura".
A ex-funkeira decidiu ser cantora gospel no início de 2012: "Tive um encontro com Deus, fiz uma promessa que eu iria parar de cantar funk no dia 31 de dezembro de 2011 e eu consegui. Não tem explicação isso", disse na época.
O sargento da Marinha Fabio Gefferson dos Santos Maciel, que morreu horas após se casar, no último domingo, após cair com um copo no bolso que cortou sua veia femural, vivia o momento mais feliz de sua vida. Estava se unindo à mulher que amava, tinha acabado de construir sua casa e já planejava ter um bebê.
- Era o momento mais feliz da vida dele, né? Ele estava realizando um sonho. Tinha acabado de construir a casa, e a família veio de Manaus só para ver o casamento dele. Foi uma festa bonita. Quando ele viu a noiva entrando, vestida de branco, abriu um sorriso de orelha a orelha - emociona-se o irmão mais velho do sargento, Claudio Maciel, de 39 anos.
Claudio conta que, na hora do acidente, que ocorreu no fim da festa de casamento, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, o irmão estava sorridente e brincando com os padrinhos, e a mulher o esperava no carro. Ao vê-lo tropeçar, ele ainda pediu que Fabio levantasse, achando que nada havia acontecido.
- Eu falei: “Levanta, meu irmão”, mas ele não levantou mais. Ele morreu sem ter uma lua de mel - lamenta.
O irmão relatou ainda os momentos do socorro:
- Percebemos que ele estava perdendo muito sangue e que a situação era grave. Colocamos o meu irmão no carro e levamos até o hospital. Quando chegamos lá, ele já tinha morrido.
Casa pronta e planos de um bebê
Os últimos meses foram de sacrifício e preparação para um casamento pensado em todos os detalhes. Há oito meses, Fabio contraiu empréstimo só para construir a casa onde iria morar com Geise, na Ilha do Governador.
Antes, vivia num apartamento alugado. Mas passava a maior parte do tempo com Geise, que morava com a mãe, também na Ilha. A casa ficou pronta há apenas uma semana. E ficou como a viúva queria.
— Ele não aproveitou nada — lamenta o cunhado Marcos Assen.
O casal também fez questão de cuidar de todos os detalhes do casamento. Da decoração à escolha do cardápio da festa. Na semana passada, Fabio e Geise ensaiaram a cerimônia para que tudo fosse perfeito. Ao chegar na festa, Fabio disse, segundo os convidados:
— A festa é nossa! E de vocês também!
Num telão, passavam fotos antigas do casal, que já planejava ter um filho no próximo ano.
O casal fez questão de cuidar de perto de todos os detalhes da festa, que acabou em tragédia Foto: Reprodução
Perfil do casal: fuzileiro serviu no Haiti em 2006
Fabio e Geise estavam juntos há sete anos. Fuzileiro, ele chegou a servir no Haiti, numa missão da força militar da ONU, em 2006.
A data do casamento foi anunciada pelo militar com cinco meses de antecedência. E com festa.
O sargento fez um convite informal a amigos no mesmo dia em que criou o perfil numa rede social da internet, ilustrada com uma foto do casal. "Gente, vou casar dia 18 de novembro de 2012... em breve estarão sendo convidados formalmente...", publicou.
Natural de Manaus (AM), Fabio saiu da cidade natal há oito anos. Ele tinha 33. Deixou cinco irmãos, com idades entre 39 e 17 anos. A relação com os parentes era próxima, apesar da distância.
Na semana passada, oito parentes viajaram de Manaus para o Rio só para festejar o casamento dele com Geise.
No fim de semana, eles se reuniram na casa de Fabio para um churrasco com mocotó, regado a cerveja.
Tragédia num dia de festa
O sargento Fabio e a autônoma Geise Guimarães ficaram casados por menos de seis horas. O esperado "sim" de Geisa foi dado às 20h30m de anteontem, diante de 200 convidados, no salão de festas Nautilus, na Ilha do Governador.
Na saída da cerimônia, na Praia da Freguesia, o noivo levou uma tulipa no bolso esquerdo, como lembrança do casamento. Numa brincadeira com a madrinha, correu atrás dela e acabou tropeçando na calçada. O copo quebrou e cortou a veia femural do sargento, que morreu às 2h16m, a caminho do Hospital Paulino Werneck.
Geise ficou viúva antes mesmo da lua de mel. Ela entrou em estado de choque após o trágico desfecho do seu casamento.
O sargento da Marinha Fabio Gefferson dos Santos Maciel estava com Geise há sete anos Foto: Reprodução
— Ela só chora e fala: "Quero o meu marido de volta". Ninguém está acreditando no que aconteceu e na forma como ele morreu — desabafa Fabiana Sena, de 31 anos, amiga do casal.
O acidente causou tumulto em frente ao salão de festas. Assustada, uma moradora foi até o portão de casa, para ver o que estava acontecendo.
— Vi uma noiva chorando na calçada, com um buquê de flores ao lado. Mas não sabia o que tinha acontecido. Só escutei uma gritaria na rua. Achei que fosse briga — diz a moradora, que preferiu não se identificar.
Ontem de manhã, ainda havia sangue no chão, lavado por funcionários do salão de festas. Eles ainda não sabiam que o sargento havia morrido logo após o casamento.
— Ele morreu mesmo? Pensava que tinha sido só um acidente. Ele estava tão feliz... Antes de sair, abraçou todos os funcionários da casa — lembra o gerente Rodrigo Gonzalez, que visitou a viúva ontem à tarde, após ser informado pelo EXTRA da morte.
Enterro em Manaus
Transferência
Segundo parentes de Fabio, a Marinha arcou com os custos do deslocamento do corpo de Fabio para Manaus, e com as passagens dos parentes dele.
Marcas no sapato
Carlos Alberto Nogueira, de 46 anos, tio de Geise, estava com a roupa usada no casamento quando foi ao IML, ontem de manhã. Os sapatos ainda estavam sujos de sangue. "Não deu tempo nem de trocar de roupa".
Festeiro
Nogueira descreve Fabio como um cara alegre, que gostava de se reunir com amigos. "Ele gostava de ir à praia, ao pagode, de beber a cervejinha dele. Era amigo de todo mundo", lembra.
O último abraço
Amiga do casal, Fabiana Sena ajudou nos preparativos do casamento. Antes de se despedir de Fabio, ela recebeu o último abraço do militar. "Ele disse: ‘Aí, cabeça. Vai lá em casa amanhã (hoje), porque eu vou assar uma carne’. Depois, me abraçou e eu fui embora", conta.
O sargento da Marinha chegou a servir no Haiti, numa missão da ONU, em 2006 Foto: Reprodução
Perfil
Fuzileiro serviu no Haiti em 2006
Fabio e Geise estavam juntos há sete anos. Fuzileiro, ele chegou a servir no Haiti, numa missão da força militar da ONU, em 2006.
A data do casamento foi anunciada pelo militar com cinco meses de antecedência. E com festa.
O sargento fez um convite informal a amigos no mesmo dia em que criou o perfil numa rede social da internet, ilustrada com uma foto do casal. "Gente, vou casar dia 18 de novembro de 2012... em breve estarão sendo convidados formalmente...", publicou.
Natural de Manaus (AM), Fabio saiu da cidade natal há oito anos. Ele tinha 33. Deixou cinco irmãos, com idades entre 39 e 17 anos. A relação com os parentes era próxima, apesar da distância.
Na semana passada, oito parentes viajaram de Manaus para o Rio só para festejar o casamento dele com Geise.
No fim de semana, eles se reuniram na casa de Fabio para um churrasco com mocotó, regado a cerveja.
A equipe responsável pela organização do Circo da Vida, montado em janeiro e fevereiro na praia de Santa Clara, São Francisco de Itabapoana (RJ), foi recebida nesta terça-feira (12) na Gravadora Gospel MK Publicitá, na Rádio Evangélica 93 FM e por Arolde de Oliveira (PSD), deputado federal, no Rio. O assunto foi à programação do evento para o verão 2013. O Circo abre suas portas em 31 de dezembro.
“Estamos com as nossas portas abertas e dispostos a colaborar no que for possível. Sabemos da grandiosidade do Circo da Vida”, disse o parlamentar durante uma reunião com o pastor Isaias Martins Rodrigues, da Igreja Batista de Santa Clara, e com a cantora Ana Maura. “Estamos satisfeitos com esse primeiro contato e temos certeza de que vai render bons frutos”, disse o pastor.
Pastor e cantora também se reuniram com a diretora da rádio 93 FM, Andréia Maier e pela diretora da MK. Alomara Ribeiro. Assim como o deputado, elas também se mostraram receptivas a programação do Circo da Vida para o verão do próximo ano. Rádio e gravadora fazem parte do mesmo grupo empresarial que é administrado pela família do deputado – a filha e cantora, Marina de Oliveira e a esposa, Ivelise de Oliveira.
Vital Barbosa quer fazer o Enem e faculdade de engenharia civil no Espírito Santo (Foto: Juirana Nobres / G1)
Cabelos longos, barba comprida e livros por toda a “casa”. Esta é a descrição mais fiel para o aposentado Vital Barbosa, de 62 anos, que há dois anos vive dentro de uma Kombi, em Vila Garrido, Vila Velha, Grande Vitória.
A casa não é tão extensa, mas é lá que Vital se prepara para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013, já que perdeu o prazo de inscrição das provas deste ano. "Meu maior sonho é fazer faculdade de engenharia civil e construir, com os meus conhecimentos, a minha casa, feita de lajota, concreto e laje. Sei que só os estudos me abrirão esta oportunidade", disse.
A Kombi onde mora foi seu instrumento de trabalho por muitos anos. Com ela, Vital fazia fretes. Atualmente, o veículo está abandonado, praticamente enferrujado pela exposição ao tempo e parado por falta de uso. O veículo fica estrategicamente parado em frente a casa do irmão de Vital.
Meu maior sonho é fazer faculdade de engenharia civil"
Vital Barbosa
"Eu não gosto de incomodar. O máximo que faço é tomar banho e lavar umas peças de roupas na casa dele. Com o dinheiro da aposentadoria, junto as roupas mais pesadas e pago alguém para lavar. A minha alimentação é feita em um restaurante 'baratinho' aqui do bairro. Na maior parte do tempo passo estudando mesmo. Hoje, tenho até um trabalho de física para apresentar", explicou ao G1 nesta quinta-feira (1).
Vital contou que já trabalhou como repositor em supermercado, como cobrador de ônibus e motorista profissional. Há dois anos, conquistou a aposentadoria por tempo de trabalho e decidiu voltar aos estudos. "Nunca desisti de estudar, mas eu trabalhava muito, dormia de madrugada e ficava sem tempo para me dedicar. Acompanhava os noticiários e tentava ficar atendo as últimas informações. Eu sabia que isso não era o bastante", disse.
Volta aos estudos Vital estudou até a quarta série do ensino fundamental e ficou anos parado. Logo após a aposentadoria, resolveu colocar de vez os pés em uma escola e concluir os estudos. Ele está na segunda etapa do programa de Educação para Jovens e Adultos (EJA), na escola estadual de ensino fundamental Adolfina Zamprogno, no bairro onde mora.
Há dois anos, quando voltou a estudar, se separou da esposa com quem viveu por 20 anos. Segundo Vital, foram problemas do casal que levaram ao fim do relacionamento. "Não tenho vícios, nunca fui agressivo, apenas não deu certo", contou.
Vital Barbosa tem 62 anos e mora dentro de kombi. (Foto: Juirana Nobres / G1)
O aposentado é pai de dois filhos que moram em Minas Gerais e, há mais de 40 anos, não os vê. "Espero que eles estejam bem e que tenham aproveitado a melhor fase para estudar, coisa que não deu para eu fazer. Infelizmente, hoje, não posso dar boas condições de vida para eles, porque não estudei", desabafou.
O estudante disse que vai intensificar sua dedicação ao inglês. "Não é me gabando, mas sou muito bom em matemática. Embora tenho ido bem em biologia. Até o Enem de 2013, quero ficar bem preparado e fazer uma prova tranquila", declarou.
Alexander Stepanov, 20, aceitou leiloar virgindade para se sentir mais seguro e confiante (Foto: Divulgação/Virgins Wanted)
Alexander Stepanov, um rapaz nascido na Rússia, nunca teve facilidade em lidar com o sexo oposto. Enquanto os garotos mais precoces corriam para ver quem dava o primeiro beijo, o jovem russo sentia o coração disparar e começava a suar ao simplesmente falar com uma garota, o que fez com que chegasse casto aos 20 anos de idade. Na tentativa de “lutar contra seus demônios” e vencer a timidez, Alexander tomou uma decisão polêmica, que até agora permanece escondida da família: não perderia a virgindade, mas a colocaria a leilão.
Os lances foram encerrados no último dia 24 e, junto com o jovem russo, uma brasileira, chamada Catarina Migliorini, também colocou sua castidade à venda. Enquanto a catarinense faturou mais de R$ 1,5 milhão, Stepanov atingiu “apenas” R$ 6 mil. Em entrevista ao G1, Alexander contou por que se envolveu no projeto, o que pretende fazer com o dinheiro e sobre uma aparente paixão que sente pela brasileira.
Ao se mudar para Austrália em 2007, o jovem russo queria ter a chance de mudar sua vida e, ao mesmo tempo, fazer alguma coisa pelos seus países de origem e destino. Fez cursos de inglês, de matemática, cultura australiana, quis servir ao exército - tudo para tentar ser confiante, “lutar contra seus demônios”.
Depois de saber que não poderia servir às forças armadas, Alexander se sentiu frustrado. “Voltei para casa e percebi que minha vida nunca tinha sido feliz. Nunca foi algo como ‘vou conseguir um trabalho, encontrar uma namorada e ser feliz. Nunca foi assim”, disse Stepanov por telefone, com um pesado sotaque russo.
'Quero que as pessoas saibam que sou heterossexual', afirmou o russo (Foto: Reprodução)
Quando viu o projeto do documentário pela primeira vez, no fim de 2010, Alexander revelou que pensou que aquilo que estava sendo proposto não era correto. “Achei errado, não acho normal ou certo que as pessoas leiloem sua virgindade. Mas pensei: 'quer saber? Quero estar no documentário', porque sou uma pessoa com muitas histórias para contar e talvez isso mude a vida das pessoas”, apontou o jovem. “Tive uma experiência muito ruim em minha infância e, quando fiquei mais velho, não conseguia conversar com garotas”, relembrou. Como o diretor procurava voluntários que se encaixassem no seu perfil, Alexander se candidatou, e acabou chamado.
Dirigido pelo australiano Justin Sisely, o projeto “Virgins Wanted” faz parte de um documentário que mostra a pessoas como Alexander, que nunca tiveram uma relação sexual. No entanto, o que chamou a atenção do público e da mídia ao redor do globo foi exatamente a proposta controversa de oferecer a oportunidade dos indivíduos leiloarem sua castidade online, para que pudessem se deitar com aquele ou aquela que pagasse mais. Como não existe uma maneira de comprovar a virgindade masculina, o rapaz precisou registrar em cartório um documento comprovando abstinência sexual.
Mãe não sabe do leilão
Quando questionado a respeito do que sua mãe pensava sobre tudo aquilo, Alexander narrou um fato de descreveu apenas como “engraçado”, explicando que ela sabe apenas parte da história. “Minha mãe me deu apoio e falou que, se eu quisesse fazer o documentário eu poderia, porque isso me ajudaria a lutar contra meus demônios, ser mais confiante. Mas ela não sabe que o documentário não é apenas sobre ser virgem, mas que é sobre um leilão. Ela não tem ideia de que houve um leilão e não quero que ela saiba”, pontuou Stepanov.
Stepanov revelou que mãe ainda não sabe sobre leilão de sua virgindade (Foto: Reprodução)
Logo após do fim do leilão, rumores indicavam que o comprador da virgindade do russo, identificado apenas como "Nene B." seria um homem - informação que foi confirmada posteriormente pelo diretor do documentário. Todavia, o russo não está disposto a ter uma relação sexual com uma pessoa do mesmo sexo, e, caso veja que não há saída, pensa até em desistir do projeto. “Não tenho nada contra, mas quero que as pessoas saibam que sou heterossexual. Não posso ter minha primeira noite com um homem. Creio que não conseguirei fazer isso, gosto de mulheres. Quero que as pessoas entendam e respeitem isso”, afirmou Stepanov. A boa notícia é que o segundo maior lance pela virgindade do jovem russo é de uma australiana, identificada como “Kasandra Darlinghurst”, e Alexander espera que seja feita uma substituição, e o reembolso do brasileiro vencedor.
Enquanto aguarda com nervosismo e tenta “não pensar sobre a primeira noite, que será muito em breve”, o jovem tomou outra decisão importante: ele não ficará com a quantia obtida com a venda de sua virgindade, e está disposto a dá-la à pessoa com quem passar a primeira noite. “Não vou ficar com o dinheiro, só estou fazendo o leilão por causa do documentário. Não sou um cara muito romântico, mas, se a pessoa quiser gastar tudo na primeira noite, pode ser. Não importa se são US$ 3 mil ou 100 mil, não vou ficar com o dinheiro”, decidiu.
'Gostaria de me relacionar com Catarina'
Alexander espera que o documentário e sua primeira relação sexual, mesmo que comprada, o ajudem a superar seus medos e traumas, e facilitar seu relacionamento com mulheres. O tímido russo disse que não deseja ser rico, nem famoso, e que sua única fantasia é ser seguro e amar a pessoa com quem estiver se relacionando. Com risos nervosos e a voz enrolada pelo telefone, Stepanov revela sua única pretendente: Catarina, que terá sua primeira relação sexual com um japonês de 53 anos.
“Meu sonho... fico um pouco nervoso ao dizer isso, mas gostaria de me relacionar com Catarina, gosto muito dela. Fomos à praia há algumas horas, e passamos um ótimo tempo juntos. Em toda minha vida, nunca estive tão próximo de uma garota, e gosto muito dela, de verdade”, contou. Quando questionado se a brasileira teria as características ideais de sua garota dos sonhos, Alexander fica ainda mais encabulado, ri, faz silêncio ao telefone. Por fim, conclui: “ela é tão legal, tão bonita... gosto muito dela”, descreveu o russo, pouco antes da bateria de seu celular acabar e interromper a conversa.
Alexander afirmou que gostaria de se relacionar com brasileira que também vendeu virgindade (Foto: Divulgação/Virgins Wanted)
Até as 15h desta terça (23), lances chegavam a U$S 450 mil (Foto: Virgins Wanted/Divulgação)
O site 'Virgins Wanted', que leiloa a virgindade da brasileira Catarina Migliorini, está em contagem regressiva. Às 15h desta terça-feira (23), no horário de Brasília, a 18 horas de encerrar o prazo, o lance mais alto era de U$S 450 mil, o equivalente a mais de R$ 900 mil.
O site foi divulgado no dia 15 de setembro e a data prevista para o fim do leilão era 15 de outubro. Porém, o prazo foi extendido em 10 dias e os lances agora vão até as 22h doAustralian Eastern Standard Time [hora da região leste australiana] do dia 24 de outubro, equivalente às 9h da manhã pelo horário de Brasília. Já a primeira noite de Catarina está prevista para ocorrer 10 dias depois.
Catarina Migliorini leiloa a virgindade (Foto: Reprodução)
A garota é natural de Itapema, em Santa Catarina, e está em Bali, na Indonésia, para participar de um projeto que prevê o leilão e a gravação de um documentário sobre a preparação para o momento. Até as 13h desta terça (23), 14 lances dispuvam a virgindade da jovem. O lance mais alto foi dado por um indiano.
A primeira vez está prevista para ocorrer durante um voo que partirá da Austrália ou Indonésia para os Estados Unidos. Entre as regras que devem ser obedecidas pelo ganhador está o uso de camisinha obrigatório. "Ele também não pode me beijar, não pode realizar nenhuma fantasia nem fetiche, nem usar nenhum brinquedo", explica ela. "O ato também não vai ser filmado", diz.
Entenda o caso
Catarina Migliorini tem 20 anos e decidiu se inscrever em um concurso há dois anos. O produtor australiano Justin Sisely logo chamou a menina, então com 18 anos, para fazer um teste em vídeo. Depois, ela foi a escolhida para participar do projeto.
As filmagens do documentário começaram há cerca de um mês. O vídeo vai registrar a história da jovem e os preparativos para o leilão, até o dia em que deve ocorrer sua primeira noite. "Eles filmam meu dia a dia, meu novos amigos, eu falando com a minha mãe, minhas reações", explica Catarina. O documentário ainda não tem previsão de lançamento.
Em entrevista ao G1, a catarinense falou que decidiu tudo no impulso. "Eu era novinha e por ser virgem decidi me candidatar. Era uma oportunidade de viajar, conhecer novas culturas, mas não esperava uma resposta. Quando o diretor me escolheu, fiquei super feliz e decidi ir até o fim", diz.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
TV faz mal às crianças mesmo quando está em segundo plano
Pesquisadores americanos constataram que crianças passam até 5h30 por dia fazendo atividades em ambientes com uma televisão ligada. Especialistas afirmam que esse excesso de tempo é prejudicial à saúde
Nádia Mariano
Quatro horas. Esse é o tempo médio que crianças norte-americanas passam fazendo diferentes atividades, como comer, brincar e estudar, em ambientes com uma televisão ligada, segundo constatou uma pesquisa realizada pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Ao todo, 1.454 famílias, com crianças entre 8 meses e 8 anos, participaram desse levantamento, que é o primeiro a mensurar o tempo que as crianças passam com a TV ligada em segundo plano.
Para chegar a esse resultado, os pais responderam a questionários sobre as atividades realizadas por seus filhos em um período de 24 horas e se a televisão ficava ligada durante elas. Para a surpresa dos pesquisadores, quanto mais jovens as crianças, maior tempo de exposição. Menores de 24 meses passam 5h30 em ambientes com TV em segundo plano, enquanto aqueles entre 6 e 8 anos passam 2h45.
Aqui no Brasil, apesar de não ter nenhum levantamento oficial como esse, já se sabe que é uma situação habitual nos lares. Em uma enquete feita pela CRESCER em nossa página no Facebook, apenas 10 das 107 mães que participaram responderam negativamente à pergunta: “Você costuma deixar a TV ligada em casa enquanto o seu filho brinca no chão da sala?”.
Menos TV, mais interação
Essa pesquisa não explora as consequências da exposição indireta à TV, mas estudos anteriores sugerem que isso pode afetar a concentração e o comportamento e até interferir nas relações interpessoais. Em um deles, realizado pela Universidade de Massachusetts, também nos Estados Unidos, os pesquisadores observaram a interação entre dois grupos de filhos e pais. Um deles com a presença de uma TV ligada e outro sem o aparelho. Apesar de não estar assistindo - de fato - à programação, a primeira turma interagiu com menos frequência, e as brincadeiras das crianças eram mais breves se comparadas à outra turma. “As famílias acabam perdendo um tempo precioso de conversa por causa da televisão”, diz a terapeuta familiar Carmen Lúcia Pinheiro, do Rio de Janeiro.
De acordo com o neurologista pediátrico Marcelo Masruha Rodrigues, da Universidade Federal de São Paulo, essa exposição é prejudicial à saúde e ao desenvolvimento das crianças, assim como se elas estivessem assistindo à TV. “Esse excesso de tempo atrapalha o desenvolvimento cognitivo. Para desenvolver a linguagem, por exemplo, elas precisam interagir mais com outros indivíduos do que ouvir a ‘máquina’ falando, porque não é a mesma coisa”, diz o especialista.
A psicopedagoga Quézia Bombonato, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, levanta outra questão: “Hoje, nossas crianças são multitarefas, estão habituadas a lidar com diferentes estímulos, mas nem sempre isso é positivo”. Os ruídos externos e o atrativo visual inevitavelmente desviam o foco da criança e, por vezes, limita seu potencial criativo. “A televisão acaba competindo com as outras atividades. Se a criança está no meio de uma atividade lúdica e um comercial chama sua atenção, ela abandona a fantasia e se volta para a tela”, completa. Ou seja, a criança acaba ficando dividida. Isso não significa que ela não retomará a brincadeira, mas o problema é que essa falta de foco pode acompanhá-la durante a fase escolar e também na vida adulta.
Não há uma orientação para a quantidade de tempo em que a criança pode passar em um ambiente com uma televisão ligada, e sim o tempo máximo que ela deveria estar na frente de uma tela - o que, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria seria de 2 horas por dia. Isso inclui computador, tablet, televisão, videogame e celular. Assim fique de olho se a TV não está ligada enquanto o seu filho se diverte com um brinquedo. O melhor mesmo é desligá-la para que ele aproveite a brincadeira completamente. Se for junto com você, melhor ainda!