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sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

UTIs de hospital referência para tratamento de Covid no Rio estão quase lotadas Ronaldo Gazolla, em Acari, na Zona Norte da cidade, possui 108 leitos, dos quais: 90 estão ocupados, 4 regulados e outros 14 livres, mas solicitados para uso. Secretaria Municipal de Saúde diz que pode abrir novos pontos de atendimentos.

A onda de contaminação da variante ômicron de Covid no Rio de Janeiro começa a preocupar no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, referência no tratamento da doença na cidade.Nesta sexta-feira (21), o local, que tem 108 unidades de tratamento intensivo para adultos, atingiu 90 leitos ocupados. Outros 4 foram regulados pelo SRAG e 14 seguem livres, mas já foram solicitados para uso. Se as solicitações forem concretizadas, os leitos de UTI devem zerar em breve. Os dados são do Censo Hospitalar Público da Prefeitura do Rio, mas a Secretaria Municipal de Saúde informou que eles podem variar ao longo do dia e, que se necessário, vai abrir mais leitos.“Os números são dinâmicos e podem ser alterados várias vezes ao longo do dia. A Secretaria Municipal de Saúde segue acompanhando o comportamento da nova variante ômicron referente aos números de casos e internações. Caso necessário, novos leitos poderão ser abertos. O painel mostra ainda que, dos 90 leitos ocupados, 37 estão sendo usados por pessoas com Covid e seis por pessoas que se recuperam de sequelas da doença. Em um total de 43 leitos usados por causa do coronavírus. Recorde de casos na cidade A sexta-feira (21) também registrou mais um dia de recorde de contaminação pela doença. O terceiro consecutivo. Foram registrados 20.789 novos casos de Covid no Rio. Não houve registro de mortes O número de internações nos hospitais públicos da capital bateu a casa dos 900, e a taxa de ocupação pulou para 64%. Em todo o estado, 203 pessoas estão na fila de espera de uma vaga para internação.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Corpo de Elza Soares será velado no Theatro Municipal e levado em carro aberto até o cemitério Cerimônia será aberta das 10h às 14h; ela morreu de causas naturais, em casa. Uma das maiores cantoras do Brasil, lançou 34 discos com mistura de samba, jazz, eletrônica, hip hop e funk.

O corpo de Elza Soares, que morreu aos 91 anos nesta quinta-feira (20), será velado no Theatro Municipal do Rio, no Centro da Cidade, na sexta-feira (21). A cerimônia será fechada para familiares e amigos, das 8h às 10h, e aberta ao público das 10h às 14h. Em seguida, um carro do Corpo de Bombeiros fará o translado pela Av Atlântica – onde ela morou por muitos anos – até o cemitério Jardim da Saudade Sulacap, onde haverá velório na Capela VIP às 15h (restrito aos familiares e amigos) e sepultamento, às 16h, no setor do Cristo Redentor, em homenagem à cantora.A informação da morte foi dada pela assessoria de imprensa da cantora: "É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15 horas e 45 minutos em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais", disse o comunicado.Do sambalanço à eletrônica Elza Gomes da Conceição é considerada uma das maiores cantoras da música brasileira, com carreira no samba que começou no final dos anos 50. O início veio como parte da cena do sambalanço com "Se Acaso Você Chegasse", em 1959.Nos 34 discos lançados, ela se aproximou do samba, do jazz, da música eletrônica, do hip hop, do funk e dizia que a mistura era proposital. O último disco lançado foi "Planeta Fome", em 2019. A expressão era uma alusão ao episódio em que foi constrangida por Ary Barroso no programa de calouros que parti"Eu sempre quis fazer coisa diferente, não suporto rótulo, não sou refrigerante", comparava Elza. "Eu acompanho o tempo, eu não estou quadrada, não tem essa de ficar paradinha aqui não. O negócio é caminhar. Eu caminho sempre junto com o tempo." Desde que lançou o álbum "A mulher do fim do mundo", em 2015, a cantora viveu mais uma fase de renascimento artístico. “Me deixem cantar até o fim”, pediu Elza em verso da música que batiza o álbum.cipou nos anos 50. "De que planeta você vem, menina?", ele disse. E ela respondeu: "Do mesmo planeta que você, seu Ary. Eu venho do Planeta Fome."Começo no samba Mais voltada para o samba, a primeira fase da cantora tem discos gravados nos anos 60 com o cantor Miltinho (1928–2014) e o baterista Wilson das Neves (1936–2017).Outras fases vieram. Nos anos 70, escolheu cantar o samba de ritmo mais tradicional. A fase rendeu sucessos como "Salve a Mocidade" (Luiz Reis, 1974), "Bom dia, Portela" (David Correa e Bebeto Di São João, 1974), "Pranto livre" (Dida e Everaldo da Viola, 1974) e "Malandro" (Jorge Aragão e Jotabê, 1976). A cantora amargou período de ostracismo na década de 1980. Pensou até em desistir da carreira, mas resolveu procurar Caetano Veloso, em hotel de São Paulo, para pedir ajuda.O auxílio veio na forma de convite para participar da gravação do samba-rap "Língua", faixa do álbum do cantor, "Velô" (1984). Essa participação mostrou a bossa negra de Elza Soares a uma nova geração e abriu caminho para que a cantora lançasse, em 1985, um álbum menos voltado para o samba. "Somos todos iguais" tinha música de Cazuza (1958–1990). Em 2002, com direção artística de José Miguel Wisnik, fez um dos álbuns mais modernos da discografia, "Do cóccix até o pescoço". No ano seguinte, foi a vez de "Vivo feliz", mais voltado para a eletrônica. Elza seguia fazendo shows até antes da pandemia da Covid-19 e cantou em lives. Ela estava produzindo um novo álbum de estúdio que pode ter lançamento póstumo. Nesta semana, ela também se apresentou em shows no Theatro Municipal de São Paulo que foram gravados para o lançamento de um DVD. Fazem parte desta era lançamentos como "O samba é Elza Soares" (1961), "Sambossa" (1963), "Na roda do samba" (1964) e "Um show de Elza" (1965).

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Pela 1ª vez, Brasil registra mais de 200 mil casos conhecidos de Covid em 24 horas; mortes também apontam alta País tem 621.927 óbitos e 23.420.861 casos registrados do novo coronavírus, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. Médias móveis apontam mais de 200 mortos e 100 mil casos diários. Por g1

O Brasil registrou nesta quarta-feira (19) o recorde de 205.310 novos casos conhecidos de Covid-19 em 24 horas, chegando ao total de 23.420.861 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 100.322 - a maior marca registrada até aqui, superando pela primeira vez o patamar de 100 mil diagnósticos diários (e o recorde do dia anterior). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +487%, indicando tendência de alta nos casos da doença.Brasil, 19 de janeiro Total de mortes: 621.927 Registro de mortes em 24 horas: 349 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 215 (variação em 14 dias: +114%) Total de casos conhecidos confirmados: 23.420.861 Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 205.310Entre os registros de novos casos conhecidos que mais impressionam nesta quarta, estão os do Rio de Janeiro, com mais de 69 mil; Minas Gerais, com mais de 27 mil; e Rio Grande do Sul, com mais de 21 mil. O país também registrou 349 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 621.927 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 215 --a maior registrada desde 2 de dezembro, voltando a superar a marca de 200 vítimas por dia. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +114%, indicando tendência de alta nos óbitos decorrentes da doença. Média de novos casos nos últimos 7 dias: 100.322 por dia (variação em 14 dias: +487%)Dessa forma, a média móvel de vítimas atinge agora um patamar acima do que estava às vésperas do ataque hacker que gerou problemas nos registros em todo o Brasil, ocorrido na madrugada entre 9 e 10 de dezembro (leia mais abaixo). Na época, essa média indicava 183 mortos pela doença a cada dia. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.Instabilidade nos sistemas Após o apagão de dados do Ministério da Saúde, os estados começaram a normalizar a divulgação de números de Covid-19 no Brasil no dia 4 de janeiro. Em 12 de dezembro, o ministério informou que o processo para recuperação dos registros dos brasileiros vacinados contra a Covid-19 após ataque hacker foi finalizado, sem perda de informações. Mas, no dia seguinte, o ministro MarNo início de janeiro, o ministério informou que quatro de suas plataformas foram reestabelecidas ainda em dezembro; afirmou que, no dia 7 de janeiro, normalizou a integração entre os sistemas locais e a rede nacional de dados, e que o retorno do acesso às informações estava sido gradual.celo Queiroga disse que houve um novo ataque hacker. A previsão inicial de estabilização dos sistemas, de 14 de dezembro, não foi cumprida.Segundo a pasta, a instabilidade no sistema não interferiu na vigilância de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, como a Covid. É o oposto do que dizem pesquisadores. "A gente não consegue planejar a abertura de novos serviços hospitalares, de centros de testagem, abertura de novos leitos e entender as regiões onde o impacto da nova variante é maior", diz Julio Croda, infectologista e pesquisador da Fiocruz. "A gente não viu a evolução e a chegada da ômicron. Ela não apareceu de repente no Ano Novo. Ela entrou ao longo do mês de dezembro, e a gente estava completamente em voo cego ali, porque não tinha dado nenhum; a gente não viu os dados crescerem", afirma o professor Marcelo Medeiros, fundador do Covid-19 Analytics. Ele interrompeu o serviço que auxilia autoridades a tomarem decisões em meio à pandemia. Curva de mortes nos estados Em alta (21 estados e o DF): AL, SP, RN, CE, TO, MS, MT, SC, MA, SE, MG, RS, ES, AP, PB, GO, BA, PI, AM, DF, PR, PA Em estabilidade (3 estados): RJ, RR, RO Em queda (2 estados): PE, AC Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo g1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os números de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Já a variação percentual para calcular a tendência (alta, estabilidade ou queda) leva em conta os números não arredondados. VACINAÇÃO: veja o balanço mais recente no Brasil Veja a situação nos estados O g1 divulga abaixo a média móvel de casos conhecidos, em vez da média móvel de mortes, em razão do momento da pandemia no Brasil. O grande número de vacinados com duas doses, perto de 69% da população, contribuiu para reduzir significativamente a quantidade de mortes no país. Associada a isso, a variante ômicron fez explodir o total de casos.Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Dois homicídios em menos de 24 horas em São Francisco

Uma mulher foi assassinada na localidade de Santo Antônio, próximo a localidade de Bom Jardim, zona rural de São Francisco de Itabapoana. O crime aconteceu por volta de 12h30 desta quinta-feira (13). Segundo informações apuradas pelo Blog do Carlos Jorge, cápsulas deflagradas foram encontradas próximo ao corpo. A vítima, Edenilza Miranda Oliveira, 50 anos, conhecida como "Guducha" moradora de Ponto de Cacimbas. A vítima seguia de motocicleta com a filha de 14 anos na garupa, quando dois homens também de moto, interceptaram a vítima atirando. Ambas caíram, sendo que apenas Edenilza foi atingida. A menina, com escoriações leves, foi socorrida para o hospital Manoel Carola.
Um homem foi assassinado a tiros por volta de 22h desra quarta-feira (12) na ilha dos Mineiros, litoral de São Francisco de Itabapoana. Segundo informações repassadas ao Blog do Carlos Jorge, a vítima é o comerciante Amarildo Araújo da Costa, 53 amos, conhecido como Amarildo do Gás. Ele estava com amigos no Bar do Branco quando dois homens encapuzados em uma motocicleta, placa e modelo não identificado, chegaram atirando contra a vítima. Amarildo saiu correndo em direção a um terreno nos fundos do bar, onde caiu sem vida. Os executores ainda foram no local onde estava a vítima e conferiram se ele havia morrido, em seguida fugiram.

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Fiz de tudo para salvar ele', diz delegado sobre filho de 2 anos que morreu engasgado com tampa de garrafa Carlos Alberto Gomes Pereira Filho se pronunciou por meio de carta enviada à imprensa nesta terça-feira (11).

O pai do menino Arthur Gomes Benjamim, de 2 anos, que morreu na sexta-feira (7) em Macapá engasgado com uma tampa de garrafa pet, se pronunciou pela 1ª vez nesta terça-feira (11) sobre o caso, por meio de uma carta de esclarecimento. No documento enviado à imprensa se defende das críticas que vem sofrendo, principalmente nas redes sociais e da família materna da criança. No relato, Carlos Alberto Gomes Pereira Filho, que trabalha como delegado da Polícia Civil do Amapá, disse que fez de tudo para salvar a vida do filho e detalha o sofrimento que passa com as alegações de negligência sobre a morte do menino. Os dois estavam sozinhos no momento do acidente."Eu fiz de tudo para salvar a vida do meu filho. Quando ele engoliu a tampinha, estava próximo de mim, e o fez no momento em que eu estava organizando as coisas pós almoço. Não houve falta de cuidado, ele estava sendo monitorado, foi uma tragédia que eu não desejo a nenhum pai ou mãe. Pergunto então, quem é que vai imaginar que o filho vai morrer por ter uma garrafa pet de água mineral em casa? Em qual contexto esse resultado é imaginável ou esperado? Qual pai pode ser apontado como negligente por isso? Na verdade, fossem as acusações só de negligência, seriam menos dolorosas. Estou diariamente sendo chamado de assassino", contou. Ainda de acordo com o pai, a tragédia aconteceu na cozinha da casa dele, logo após o almoço. O filho estava a poucos metros brincando no chão. Quando a criança ficou em silêncio, Carlos Alberto se virou e percebeu que ela já não estava se mexendo. "Assustado e sozinho, tentei identificar o que estava ocorrendo, mas no momento de desespero não consegui entender ou detectar o motivo, a reação que consegui ter, naquele momento, foi de checar os seus sinais vitais, que estavam presentes. Imediatamente, coloquei ele no meu colo e o levei às pressas até a unidade de saúde mais próxima. Lá chegando, o médico imediatamente o atendeu. A equipe médica optou por chamar o SAMU, que chegou após aproximadamente 30 minutos, o que aumentou ainda mais a minha angústia, já que não sabia o que estava acontecendo com o meu filho. Após a sua chegada a equipe do SAMU rapidamente identificou o problema e retirou uma tampinha de garrafa pet das vias aéreas do meu filho. Infelizmente, ele já não apresentava mais sinais vitais", escreveu.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Risco de morte por Covid de não imunizados é 11 vezes maior, mostra estudo A taxa de mortalidade entre os que tomaram apenas uma dose é o dobro quando comparada a quem está completamente vacinado. A conclusão do levantamento feito pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais reforça a eficiência da imunização.

A alegria por uma dose a mais da vacina está na cara da assistente social Romilda Godinho Pinto. E a satisfação está muito bem guardada pela máscara de proteção. A procura pela dose de reforço está enorme em Belo Horizonte. “Participar da vacinação é contribuir um pouquinho para que todo mundo fique beneficiado com a vacinação”, diz a bibliotecária Diná Marques. A infectologista Luana Araújo diz que confiar na vacina é fundamental para vencer a pandemia. “Quando a gente olha melhor quem é que está internado e quem é que está indo a óbito, a gente percebe que essas pessoas são as não vacinadas ou as insuficientemente vacinadas. Quem passa melhor, quem passa mais saudável, quem passa com menos trauma pela doença é a pessoa que foi vacinada. Então, a gente tem dois dados muito claros a favor da vacinação de vida real”, enfatiza.A Secretaria de Saúde de Minas Gerais analisou os casos de mortes por Covid no estado no mês de dezembro. O estudo levou em consideração grupos de pessoas vacinadas e não vacinadas. A conclusão só reforça a eficiência da imunização: uma pessoa não vacinada corre um risco 11 vezes maior de morrer de Covid do que uma que já recebeu pelo menos duas doses da vacina. De acordo com o levantamento, entre os vacinados com duas doses, a média de mortes foi de 0,06 por 100 mil habitantes. Para os que tomaram uma dose, a taxa de óbitos dobrou, foi para 0,12. Já para quem não tomou a vacina, a média de mortes pulou para 0,71 por 100 mil habitantes. Para o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, o estudo confirma que a vacina é essencial para proteger vidas, ainda mais nesse momento com a variante ômicron, que se espalha rapidamente.“A principal arma que nós temos contra a ômicron é a vacina, uso de máscara também, higiene das mãos, distanciamento social. E quem ainda não se vacinou e acha que já escapou da pandemia, o maior risco é agora, porque a ômicron é muito infectante. Então, quem ainda não tomou vacina a dose, está esperando, está sobrando vacina hoje no estado de Minas, no país como um todo, e tem que tomar a sua vacina”, orienta o secretário.

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Prefeitura do Rio cancela o carnaval de rua e mantém desfiles na Sapucaí É o segundo ano seguido sem blocos devido à pandemia. Paes disse que propôs alternativa para ter 3 locais com eventos onde pudesse haver controle de entrada e de medidas contra a Covid, mas que proposta não foi bem aceita: 'Ficaram de fazer uma contraproposta'

A Prefeitura do Rio decidiu nesta terça-feira (4) que a cidade não terá carnaval de rua pelo segundo ano consecutivo devido à pandemia. Os desfiles de escolas de samba na Sapucaí estão mantidos, segundo o prefeito Eduardo Paes. O prefeito explicou que, para ter blocos de rua, é preciso organizar com muita antecedência e voltou a citar que havia uma cobrança do patrocinador, que investiria quase R$ 40 milhões, para uma definição. Com o cenário da pandemia hoje, com aumento de casos e transmissão comunitária da ômicron, a prefeitura se viu obrigada a cancelar, disse Paes.Paes se reuniu nesta terça com Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, e outras nove ligas de blocos, para informar do cancelamento. Ao todo, mais de 400 blocos estavam representados no encontro com o prefeito. Na semana passada, a Banda de Ipanema já havia anunciado que não desfilaria neste ano devido ao recrudescimento do número de casos.Proposta por eventos alternativos Paes disse que propôs ao patrocinador e aos blocos a organização de eventos ao longo de fevereiro, de graça, com os principais blocos, em três lugares da cidade onde pudesse haver controle, como o Parque Olímpico e o Parque de Madureira. O prefeito disse que a proposta não foi bem aceita porque os blocos têm uma relação com seus bairros e regiões, entre outras razões. Em entrevista à GloboNews, Rita Fernandes disse que a decisão do prefeito foi bem aceita pelos blocos, apesar da "tristeza" de todos, e que muitos pensarão em alternativas para apresentações em ambientes mais controlados. "Os eventos estão liberados, desde que a gente tenha a responsabilidade de testar as pessoas e de exigir o comprovante das duas doses", explicou. Rodrigo Rezende, presidente da Liga Amigos do Zé Pereira, também confirmou que os blocos vão pensar em alternativas para marcar o carnaval sem desfiles. Rezende disse que já esperava pela proibição. "Eles ficaram de fazer uma contraproposta", explicou.Carnaval na Sapucaí confirmado Na reunião desta terça, o prefeito do Rio confirmou que o carnaval das escolas de samba no Sambódromo está confirmado em 2022.CARNAVAL 2022 NO RIO DE JANEIRO BUSCAR Queremos saber sua opinião Prefeitura do Rio cancela o carnaval de rua e mantém desfiles na Sapucaí É o segundo ano seguido sem blocos devido à pandemia. Paes disse que propôs alternativa para ter 3 locais com eventos onde pudesse haver controle de entrada e de medidas contra a Covid, mas que proposta não foi bem aceita: 'Ficaram de fazer uma contraproposta'. Por Bette Lucchese, TV Globo 04/01/2022 18h12 Atualizado há 2 horas Prefeitura cancela o carnaval de rua e mantém desfiles na Sapucaí Prefeitura cancela o carnaval de rua e mantém desfiles na Sapucaí A Prefeitura do Rio decidiu nesta terça-feira (4) que a cidade não terá carnaval de rua pelo segundo ano consecutivo devido à pandemia. Os desfiles de escolas de samba na Sapucaí estão mantidos, segundo o prefeito Eduardo Paes. O prefeito explicou que, para ter blocos de rua, é preciso organizar com muita antecedência e voltou a citar que havia uma cobrança do patrocinador, que investiria quase R$ 40 milhões, para uma definição. Com o cenário da pandemia hoje, com aumento de casos e transmissão comunitária da ômicron, a prefeitura se viu obrigada a cancelar, disse Paes. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram "Diante desse cenário todo, eu chamei hoje as ligas dos blocos (...) e informei a eles da inviabilidade do carnaval de rua", explicou (veja no vídeo abaixo). Paes explica suspensão do carnaval de rua do Rio em 2022 Paes explica suspensão do carnaval de rua do Rio em 2022 Paes se reuniu nesta terça com Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, e outras nove ligas de blocos, para informar do cancelamento. Ao todo, mais de 400 blocos estavam representados no encontro com o prefeito. Na semana passada, a Banda de Ipanema já havia anunciado que não desfilaria neste ano devido ao recrudescimento do número de casos. Indefinição e cancelamentos marcam Carnaval 2022, o segundo após início da pandemia Rio tem longas filas por exames de Covid-19, que chegam a 13% de resultados positivos Veja os parâmetros da prefeitura e de especialistas para a realização da festa Proposta por eventos alternativos Paes disse que propôs ao patrocinador e aos blocos a organização de eventos ao longo de fevereiro, de graça, com os principais blocos, em três lugares da cidade onde pudesse haver controle, como o Parque Olímpico e o Parque de Madureira. O prefeito disse que a proposta não foi bem aceita porque os blocos têm uma relação com seus bairros e regiões, entre outras razões. "Eles ficaram de fazer uma contraproposta", explicou. Decisão bem aceita por blocos Prefeitura do Rio de Janeiro cancela carnaval de rua Prefeitura do Rio de Janeiro cancela carnaval de rua Em entrevista à GloboNews, Rita Fernandes disse que a decisão do prefeito foi bem aceita pelos blocos, apesar da "tristeza" de todos, e que muitos pensarão em alternativas para apresentações em ambientes mais controlados. "Os eventos estão liberados, desde que a gente tenha a responsabilidade de testar as pessoas e de exigir o comprovante das duas doses", explicou. Rodrigo Rezende, presidente da Liga Amigos do Zé Pereira, também confirmou que os blocos vão pensar em alternativas para marcar o carnaval sem desfiles. Rezende disse que já esperava pela proibição. Carnaval na Sapucaí confirmado Na reunião desta terça, o prefeito do Rio confirmou que o carnaval das escolas de samba no Sambódromo está confirmado em 2022. "O carnaval de rua é diferente do carnaval do sambódromo. O carnaval de rua demanda um planejamento maior, são quase 500 blocos e o tempo é apertado para a tomada de decisões. Na Sapucaí, teremos o carnaval porque lá é mais fácil de fazer um controle de entrada", explicou Eduardo PaesIndicadores O g1 mostrou, pela manhã, que a capital fluminense só alcança 2 de 5 indicadores para a realização de um carnaval seguro. O índice foi criado por Roberto Medronho (UFRJ) e Hermano Castro (Fiocruz), em outubro. Patrocinadores do carnaval de rua do Rio cobraram nesta segunda-feira (3) um posicionamento do prefeito do Rio, Eduardo Paes, sobre a realização da folia. Os patrocinadores investiriam cerca de R$ 40 milhões na infraestrutura da festa, usados, por exemplo, na instalação de banheiros químicos. De acordo com o colunista do Globo Ancelmo Gois, um deles escreveu ao prefeito que "a saúde das pessoas deve vir em primeiro lugar". No dia 21 de dezembro, o comitê científico da Prefeitura do Rio tinha dito que, nas condições daquela data, era possível manter o carnaval. Um dia depois, o prefeito ressaltou que o posicionamento do comitê dizia respeito ao momento em que foi divulgado. "Esclarecimento: a manifestação do comitê científico de ontem [terça-feira (21)] diz respeito ao momento atual. Faltam 2 meses e meio para o carnaval. E, como já disse, vamos ter que diferenciar as diferentes formas de celebração. Estádio do samba (Sapucaí) permite controles. Na rua é mais difícil", afirmou o prefeito no Twiiter, no dia 22. Desde então o Rio viveu uma alta de novos casos de Covid - atribuída a chegada da variante Ômicron. Niterói e Marica sem carnaval de rua As prefeituras de Niterói e Marica, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, também anunciaram nesta terça-feira (4) que não vão autorizar os desfiles de blocos de rua em seus municípios. Na cidade de Niterói, o poder público também vai proibir a realização das festas de carnaval em clubes. Segundo o comunicado desta terça, a prefeitura só vai autorizar os desfiles de escolas de samba na Rua da Conceição, no Centro. Ainda assim, os foliões terão que apresentar o passaporte da vacina e deverão usar máscaras para entrarem nas arquibancadas. De acordo com a Prefeitura de Niterói, as medidas poderão ficar mais rígidas em caso de avanço da doença. "Vamos seguir acompanhando a situação da pandemia na cidade e na Região Metropolitana ao longo das próximas semanas, podendo restringir, inclusive, o desfile das escolas da rua da Conceição", dizia um trecho da nota divulgada pela Prefeitura de Niterói. No município de Maricá, a programação oficial do Carnaval de 2022 foi completamente suspensa. "Estamos bem próximos do nosso objetivo e queremos garantir a segurança de todos. A saúde da população é prioridade", disse, em nota, o prefeito Fabiano Horta. .