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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

VI ESPÍRITOS DA MORTE QUERENDO LEVAR MINHA ALMA , DIZ ANDRESSA URAH

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A modelo, que se recupera de uma inflamação nas pernas por uso de hidrogel, fala da internação e diz que cometeu muitos pecados por vaidade.

Luciana Tecidiodo EGO, em Porto Alegre
Andressa Urach com o filho Arthur (Foto: Roberto Teixeira / Ego)Andressa Urach recebeu o EGO em Porto Alegre (Foto: Roberto Teixeira / Ego)
Ela se aproximou da morte e renasceu. Depois de passar 25 dias internada por conta de uma inflamação causada pelo uso de hidrogel nas coxas e com isso apresentar um quadro de sepse, Andressa Urach parece ter tirado lições do que sofreu. A modelo, com seis quilos a menos, sem as unhas postiças e o megahair, recebeu a equipe do EGO no edifício onde comprou para a mãe um apartamento em um bairro de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Usando um vestido longo - novo estilo de roupa adotado por ela desde que começaram os incômodos nas pernas em junho - e se apresentando serena, Andressa mencionou as palavras Deus e renascimento várias vezes. À mãe, Marisete De Faveri , ela agradece a árdua luta para mantê-la viva.
 Nos 25 dias que passou internada na UTI do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, ela conta que a morte passou perto dela e que foi graças à fé materna e à necessidade de se manter viva para cuidar do filho, Arthur, de 9 anos, que Andressa foi e voltou.
Durante a entrevista, Andressa revelou detalhes de parte do drama que viveu no hospital. Com a sepse, seus rins pararam de funcionar e ela viu seu corpo inchado, com quase 150 quilos. Na maca, era assombrada por vultos negros que gritavam e a envolviam.

  • Curta a nossa páginaUrach aponta o seu passado pecaminoso, como avalia, o responsável por tudo o que sofreu nesses últimos meses. Além do excesso de vaidade, que a levou às consequências desastrosas do presente, Andressa revelou que durante cinco anos contou com o trabalho de uma senhora para obter fama e dinheiro. Seguindo as orientações da mulher, ela diz que travava pactos com orixás e uma pombagira para conquistar luxo, riqueza e a tão almejada fama.
Andressa acredita que tenha quase gastado o valor de um apartamento nesses trabalhos de magia para, segundo ela, conseguir o que queria e afastar pessoas indesejáveis que poderiam prejudicar sua ascensão. “Também fiz muito sexo por interesse, nunca por amor. Sempre me envolvi com homens de bom poder aquisitivo, comprometidos, casados, para conseguir deles boas viagens e bons jantares. Não tenho vergonha de contar, porque isso faz parte do meu passado.”
Em franca recuperação e disposta a escrever uma nova história para si, ela pretende voltar à bancada do programa que apresenta, o “Muito show”, na Rede TV, no dia 9 de fevereiro. No carnaval quer estar no sambódromo paulistano para comandar de lá os desfiles para a Rede TV: “Amo o meu trabalho!”. Leia, abaixo, o que disse Andressa Urach em conversa com o EGO.
Andressa Urach (Foto: Roberto Teixeira/ EGO)Andressa Urach (Foto: Roberto Teixeira/ EGO)
Fantasmas da morte
“No hospital vi espíritos da morte querendo levar a minha alma. Eram a alma da morte. Eles me rondavam porque queriam a minha alma de qualquer jeito. Isso tudo porque eu não agradeci a Deus. Foi a fé da minha mãe, que foi um elo com Deus, que fez com que as almas fossem embora. Eu estava perturbada. Eram almas feito nuvens escuras. Me davam um sentimento de medo e faziam barulhos assustadores como espíritos sofredores. Pareciam vultos escuros como se fossem fumaças. O vulto mais forte deles era um bem escuro que passava dentro do meu corpo. Pedi para suspenderem a morfina porque eles achavam que era ela que me fazia delirar. Mas eu acredito nessa coisa de espírito e achava que a substância me deixava entre esses dois mundos. Minha mãe chamou pastores que rezaram por mim. Os médicos retiraram a morfina e as visões pararam.”
Pecados
“Não cometi pecados de matar, de roubar, mas pecados de excesso de vaidade, de arrogância. Era arrogante talvez em função da vida difícil que tive. Ignorada pelo meu pai, abusada sexualmente dos 2 aos 8 anos pelo marido da mulher maravilhosa que me criou, uma professora de português, fui ficando com o coração mais frio. Também passei por cima de algumas pessoas e também expus muito a minha vida, o meu corpo... No hospital passou todo esse filme na minha cabeça, mas Deus conhecia o meu coração. Sabia que maldade eu jamais tinha feito e eu clamei pela vida do meu filho. Ele é o ser humano mais importante para mim, foi o amor dele que me salvou e me fez voltar para a terra. Tenho certeza disso.”
Andressa Urach  (Foto: Roberto Teixeira / Ego)Andressa Urach (Foto: Roberto Teixeira / Ego)
Pacto com entidades espirituais
“Tinha consulta com uma senhora que comandava um centro. Não chegou a ser magia negra, não sei explicar muito bem. Eu não chegava a frequentar um centro, mas tinha a sua ajuda. Ela me dava banhos de perfume, de sal para me limpar. Pedia para os orixás tudo que queria: o sucesso, o bom carro, o apartamento, consegui tudo. Eu paguei muito caro por isso. A promessa que fiz com a minha pompagira na época foi que, para cada R$ 1 mil que eu ganhasse, eu daria uma champanhe a ela. Fora os R$ 5 mil da festa de final de ano do centro espírita que eu também dava. Para celebrar os trabalhos que conquistava na televisão, doava R$ 3 mil. Também fiz mal para algumas pessoas, fazendo trabalhos para elas se afastarem de mim. A senhora que comandava o centro dizia o nome da pessoa, e eu fazia o trabalho para mantê-la longe.”
Sexo por interesse
“Conquistei tudo o que eu quis, mas fui infeliz na vida amorosa. Os homens que se aproximavam de mim ou eram homens casados, ou comprometidos. Eu queria um amor de verdade. Sempre busquei isso, mas sabia que pelo fato de explorar demais esse lado sensual de bumbum, nenhum homem me aceitava. Eu sabia que esse era o preço que eu tinha a pagar por trabalhar na televisão. Só me envolvia com homens com bom poder aquisitivo. Sempre tive preconceito com homem que não tinha dinheiro. Sempre quis homens que me proporcionassem bons jantares, boas viagens, e isso é um pensamento triste. Não buscava o sentimento da pessoa e, sim, o que ela poderia me oferecer. Me envolvia com os homens por interesse. Não tenho vergonha de contar porque isso faz parte do meu passado.”
Andressa Urach com o filho Arthur (Foto: Roberto Teixeira / Ego)Andressa Urach com o filho, Arthur
(Foto: Roberto Teixeira / Ego)
Shows eróticos
“Fiz striptease por cachês muito bons. Fiz, sim. Mas ali eu te digo: não foi pecado porque não estava vendendo meu corpo para o sexo. Era um show que famosas como Gretchen fazem. Eu era uma profissional que foi contratada pra ficar seminua e dançar. Foi um trabalho. Não era uma prostituição. Nunca dormi com um homem e ele me deu dinheiro depois. Hoje as prioridades são outras. A gente não pode mudar o nosso passado, mas pode mudar o nosso futuro. Agora as pessoas vão me ver pelas minhas atitudes.”
Vida nova
“Está mudando tudo! Minha forma de viver, de pensar, de me alimentar (voz emocionada)... Tanto fisicamente quanto espiritualmente. Isso se deu a partir do momento que me vi diante da morte. Sei que sou um milagre de Deus, a experiência que vivi com Deus só eu sei. Ele é vivo, Ele existe.”
Fotos de dentro do hospital
“Sei quem as tirou. Foram parentes. Como vou punir um parente? Isso me deixou muito mal. Chorei durante três dias. Eu pedi para eles tirarem as fotos para eu guardar o processo da minha evolução clínica. Jamais venderia essas imagens para ganhar dinheiro, vaidosa do jeito que sou.”
Pai
“Quando nasci meu pai me ignorou. Aos 11 anos, pedi a minha mãe para conhecê-lo. Ficamos dez minutos juntos, ele estava no matagal de sua cidade caçando quando fomos apresentados. Com 14, pedi para ir morar com ele e convivi em sua casa por três meses. Eu o vi novamente quando meu filho nasceu, quando eu tinha 17 anos. Fui com meu marido até sua cidade para apresentá-lo ao neto. Depois disso, fiquei dez anos sem vê-lo. Ele nunca me procurou! No hospital, ao chegar para me visitar, disse que faria um escândalo se não pudesse me ver. Entrou no quarto e ficou dez minutos comigo. Depois contou tudo o que viu para uma emissora de TV que o levou até lá. Ele me magoou muito.”
Cicatrizes nas pernas
“Vou deixá-las lá, como estão. Tomei medo de cirurgia. Pensei em fazer tatuagem para escondê-las, mas elas não estão me incomodando diante de tudo que passei. Nem estava usando mais roupa curta porque há um ano mudei meu estilo de roupa, usava saias mais longas. Pode ser que de repente eu até coloque um shortinho jeans e mostre as minhas cicatrizes para todo mundo ver. Elas são as marcas da minha vitória. Não existe um guerreiro que não tenha cicatrizes.”
Andressa Urach com o filho Arthur (Foto: Roberto Teixeira / Ego)Andressa Urach recebe o carinho do filho, Arthur (Foto: Roberto Teixeira / Ego)

ATINGIDOS PELA SECA, 4 DISTRITOS JÁ SÃO ABASTECIDOS POR CARROS -PIPA


Atualizado: quarta-feira, 28 de janeiro de 2015    –     Foto: Campos 24 Horas  
Rio paraíba setembro 5águas-do-Paraíba-2
A situação hídrica que todo país está passando fica mais caótica. As condições climatológicas atípicas que marcam sobretudo a região sudeste já causam transtornos neste período que deveria ser chuvoso. Foram os piores índices pluviométricos das ultimas oito décadas. Em Campos, a concessionária Águas do Paraíba já transporta água em carros-pipa para atender milhares de pessoas do interior. Recentemente, a Defesa Civil informou ainda que o Rio Paraíba do Sul atingiu a menor cota de sua história.
Apesar do problema nas localidades de Conselheiro Josino, Morro do Coco, Vila Nova e Murundu, a concessionária Águas do Paraíba informa que o abastecimento em Campos está dentro da normalidade.
Em nota, a empresa afirma que não há mudanças operacionais, ou seja, apesar do nível do Paraíba, principal manancial de captação de água, não há diminuição no volume de água para os bairros e não há motivo para pânico. Ressalta, no entanto, a importância da racionalização no uso da água nesse período de seca e estiagem.
Confira a nota:
Em função de investimentos de mais de R$ 200 milhões nos últimos anos, a concessionária Águas do Paraíba está garantindo o abastecimento de água em Campos. Mas, tendo em vista a crise hidrológica porque passam várias regiões do país recomenda enfaticamente que a racionalização no uso de água durante todo o ano, torna-se muito mais importante e necessário nesse período de seca e estiagem.
Mesmo com os níveis baixos de água registrados nos últimos meses, a captação do rio Paraíba do Sul continua normal. E graças aos equipamentos instalados e tecnologia implantada, a concessionária consegue captar a água mesmo em condições mais severas.
O Gerente de Operações de Águas do Paraíba, o engenheiro Silas de Almeida adverte , entretanto, que decisões da Agência Nacional de Águas com relação à Bacia do Paraíba do Sul, no Estado de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro podem alterar o cenário do rio, que é o principal manancial de captação de água em Campos.
No entanto, por causa da seca, a concessionária está administrando uma “situação crítica” em quatro distritos da região norte do município: Conselheiro Josino, Morro do Coco, Murundu e Vila Nova. Nessas localidades, a concessionária já está fazendo gestão de demanda, enviando todos os dias, rotativamente, dois caminhões pipa, para suprir a necessidade dos moradores.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

IRMÃOS DE 9 E 12 ANOS MORREM AFOGADOS NO IMBÉ


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015    –     Foto: Campos 24 Horas –  19h
buscas 2Um casal de irmãos, de 9 e 12 anos, morreram afogados em um rio na localidade de Sentinela do Imbé, em Campos. Os corpos foram encontrados por mergulhadores do Corpo de Bombeiros no final da tarde desta segunda-feira(26).
Marina de Souza Ribeiro, de 12 anos, e Luiz Paulo de Souza Ribeiro, de 9, estavam em companhia da mãe e do padrasto, que pescavam. A família reside no conjunto Habitacional Tapera I.
Segundo testemunhas, o menino foi o primeiro a se afastar da mãe e do padrasto. A mãe e a irmã perceberam que o menino estava se afogando e tentaram salvá-lo.
Ocorre que, o  menino havia caído em um buraco. “Por pouco, a mãe que tentava salvar os filhos também não  morreu. Pegamos um galho e conseguiram retirá-la. Mas, o menino e a menina afundaram”, disse um morador da localidade que participou do socorro.
Mergulhadores do Corpo de Bombeiros conseguiram resgatar os corpos após uma hora de buscas. Eles os removeram  até uma vila até a chegada do rabecão.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Criança é atingida por bala perdida em piscina do Rio

Menino de 9 anos está com bala alojada na cabeça, em estado grave.
No sábado (17), menina de quatro anos foi baleada em Bangu e morreu.

Janaína CarvalhoDo G1 Rio
Outra criança foi vítima de bala perdida neste final de semana no Rio de Janeiro. Asafe William Costa de Ibrahim, de 9 anos, foi atingido quando estava com a mãe no domingo (18) na área de lazer do Sesi de Honório Gurgel, no Subúrbio do Rio. Ele foi levado para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes. Segundo a direção da unidade, o menino apresenta estado de saúde grave.
Segundo a mãe, Asafe havia saído para beber água quando ouviram barulhos de tiro e começou uma correria no clube. “Quando vi, meu filho estava caído perto da portaria. Em um primeiro momento pensei que tivesse sido um tombo, mas no hospital disseram que era uma bala na cabeça”, contou a dona de casa Diná Costa de Paula Ibraim, 38 anos.

Em nota, a assessoria de imprensa do Sesi informou que dois profissionais prestaram os primeiros socorros ao menino enquanto foi solicitado o atendimento de uma ambulância do Samu. "O protocolo de atendimento recomendado pelo médico da Samu foi seguido. Os pais da criança preferiram não esperar a chegada do socorro médico e levaram o menino para o hospital mais próximo. O Sesi já entrou em contato com a família e continua à disposição para qualquer necessidade".
Segundo a mãe, os tiroteios são frequentes naquela região, que é cercada por comunidades como o Morro do Chapadão, Pedreira e Palmeirinha. “A gente que vive em comunidade vê vários confrontos. Espero que as autoridades investiguem para ver realmente o que aconteceu. Deve ter alguma câmera ali. Mas me indignou o fato de meu filho não receber nenhum socorro do Sesi. Não tinham ambulância, enfermeiro, ninguém para prestar socorro. Peguei meu filho, colocamos dentro do carro e levamos para o hospital”, afirmou a mãe.
Asafe, ao lado da mãe, foi atingido neste domingo (Foto: Reprodução / Facebook)Asafe, ao lado da mãe, foi atingido neste domingo (Foto: Reprodução / Facebook)
O menino foi levado para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, onde recebeu os primeiros atendimentos e foi transferido para o Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Asafe está com a bala alojada na cabeça perto do olho direito e realizou um procedimento para limpar o local do ferimento. De acordo com a mãe, a cirurgia para a retirada da bala deve ser feita daqui a três dias.

Apesar do ferimento, a criança ficou lúcida durante todo o trajeto do Sesi até o hospital. “Conversei com ele o tempo todo. Ele sabe que se machucou, apenas isso. Agora ele precisou ser sedado porque teve uma convulsão e os médicos acharam melhor sedá-lo”, afirmou Diná.
Hora 1_Larissa (Foto: reprodução TV Globo)Larissa foi baleada na noite de sábado
(Foto: reprodução TV Globo)
Menina de 4 anos morreu em Bangu
No sábado (17), a menina Larissa de Carvalho, de 4 anos, foi atingida por uma bala perdida na cabeça quando saía de um restaurante em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
A família andava com a criança na esquina das Ruas Boiobi e Rio da Prata  quando ouviu um disparo. Logo em seguida, a criança foi atingida de cima para baixo pela bala perdida. A criança chegou a ser levada para o Hospital Pedro II, mas não resistiu. A família decidiu doar os órgãos da menina.
A Divisão de Homicídio da Polícia Civil investiga de onde partiu o tiro que atingiu a criança. De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado como “lesão corporal provocada por projétil de arma de fogo” na 34ª DP (Bangu).

Família de menina morta no Rio por bala perdida doa os órgãos da criança

Cirurgia para retirada durou cerca de quatro horas.
Criança teve morte cerebral após ser baleada no sábado em Bangu.

Familiares da menina Larissa de Carvalho, de 4 anos, que teve a morte cerebral após ser atingida por uma bala perdida em Bangu, Zona Oeste do Rio, neste sábado (17), decidiram doar os órgãos da criança. A cirurgia para retirada dos rins e das córneas da menina durou 4 horas, como mostrou o Bom Dia Rio.
O programa de transplante não divulgou o nome dos pacientes que vão receber a doação, segundo eles o sigilo é previsto na legislação. Eles disseram também que há uma parceria com o Hospital Pedro II, onde Larissa estava internada e que por isso a equipe do hospital cedeu o anestesista, para o acompanhamento do procedimento.
Mãe de Larissa chora a perda da filha (Foto: Reprodução / GloboNews)Mãe de Larissa chora a perda da filha
(Foto: Reprodução / GloboNews)
Após a perda da filha única, Mileni de Carvalho mal tinha forças para falar no domingo (18). Em entrevista à GloboNews, na porta do hospital para onde a filha foi levada, ela pediu pelo fim da "guerra" no Rio.
"Nada vai fazer a minha filha voltar para mim. Mas alguém faz alguma coisa para acabar com a guerra, para acabar com a violência, só isso", pediu a mãe, muito abalada. "A gente estava indo embora. Eu nem vi nada, nem escutei barulho. A minha filha estava caída e a gente achou ela tinha tropeçado. Aí viu que tinha saído sangue da cabecinha dela. Ela tinha só quatro aninhos".
A família andava com a criança na esquina das Ruas Boiobi e Rio da Prata, após sair de um restaurante onde foram pela primeira vez, quando ouviu um disparo. Logo em seguida, a criança foi atingida de cima para baixo pela bala perdida.
A Divisão de Homicídio da Polícia Civil investiga de onde partiu o tiro que atingiu a criança. De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado como “lesão corporal provocada por projétil de arma de fogo” na 34ª DP (Bangu).

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

MULHER ENTRA EM TRABALHO DE PARTO NA ESCADA DE HOSPITAL PÚBLICO E RECLAMA DE FALTA DE ATENDIMENTO





A carioca Marta Andreia da Silva Pimenteu entrou em trabalho de parto na escada do Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a irmã de Marta, Alessandra, a mulher de 32 anos, grávida de sete meses, chegou à unidade com muitas dores, mas não foi atendida. A jovem, então, se sentou sobre uma das escadas da maternidade. Poucos minutos depois, a bolsa se rompeu. Ela passou por uma cesariana de emergência e deu à luz uma menina, que nasceu com 900g e ainda não tem nome. Todo o sofrimento de Marta foi registrado pela irmã, que enviou o vídeo para o WhatsApp do Extra (21 99644-1263 e 21 99809-9952).
De acordo com a família, o atendimento à gestante foi ruim do início ao fim. Alessandra conta que a irmã esteve na unidade nos últimos dois dias, se queixando de fortes dores, mas não recebeu a atenção necessária dos médicos. Nesta sexta-feira, ainda de acordo com Alessandra, Marta voltou à unidade e, depois de muito tempo, teve sua pressão medida e foi mandada de volta para casa. A jovem, no entanto, permaneceu na unidade, onde, poucos minutos depois, acabou tendo sua filha.
— Ela estava se contorcendo de dor e foi colocada do lado de fora do hospital, com esse calor insuportável que está fazendo. O médico não queria atender de jeito nenhum. Ela se sentou na escada e só vieram atendê-la quando eu ameacei chamar a imprensa. Mediram a pressão dela e mandaram de volta pra casa. Pouco depois a bolsa estourou. Um absurdo o que fizeram — relata Alessandra,.

Marta entrou em trabalho de parto na escada do Hospital Rocha Faria
Marta entrou em trabalho de parto na escada do Hospital Rocha Faria Foto: Foto do Leitor / Via WhatsApp

A irmã da gestante conta ainda que a unidade estava sem a refrigeração adequada. Segundo ela, mesmo dentro do hospital as pessoas estavam passando mal por conta do calor.
— A minha irmã estava lá fora, debaixo de um sol impressionante, e puseram ela lá dentro, em uma escada, com um ar-condicionado que também não funciona direito. Estava muito quente — conta a irmã.
Por meio de assessoria de comunicação, a direção do Hospital Estadual Rocha Faria informou que Marta “deu entrada no hospital às 15h40 desta terça-feira, tendo sido verificada a necessidade de cesariana de emergência. A paciente foi, então, submetida ao procedimento. A paciente foi, então, submetida ao procedimento”.
Segundo a administração do hospital, “não procede a informação de que a paciente esteve na unidade nos dois últimos dias”. Na quinta-feira, informa a unidade, “Marta Andreia procurou a maternidade do Hospital Rocha Faria, tendo sido avaliada e medicada, recebendo alta às 17h25”.
Ainda na nota, a direção do Rocha Faria informou que “os equipamentos de ar condicionado na recepção da maternidade estão funcionando normalmente, mas em virtude das altas temperaturas registradas nos ultimos dias e do fato de a sala estar cheia, não deram vazão ao calor”.
Por fim, a unidade informou que “vai examinar as imagens do circuito interno do setor, para apurar se houve alguma irregularidade no atendimento à paciente e, se necessário, tomar as medidas cabíveis”.


Em mensagem, jovem morta após réveillon revelou receio com a violência: ‘Não vou ficar andando com o celular na mão’

Pai de Tayenne, Edo é consolado por um parente durante o velório da filha
Pai de Tayenne, Edo é consolado por um parente durante o velório da filha Foto: Fabiano Rocha / Extra
Bernardo Costa
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Numa mensagem enviada para a mãe horas antes de ser morta após sair do réveillon de Copacabana, na Zona Sul do Rio, a estudante de Psicologia Tayenne Rodrigues Pereira Abreu, de 22 anos, mostrou preocupação com a violência. No recado, ela disse que teria que ser breve por medo de ser assaltada: “Oi, mãe. Já estou em Copacabana. Está super tranquilo aqui, está bom? Não vou ficar andando muito com o celular na mão, não, mas eu te ligo quando for meia-noite. Eu te amo, tá?”.
- Ela era assim: onde chegava fazia questão de avisar aos pais - contou a amiga de infância, Cíntia Carvalho, de 33 anos.
De acordo com a amiga, o celular de Tayenne era de um modelo novo, o que fazia com que a jovem se preocupasse. Cíntia acha, inclusive, que o telefone pode ter chamado a atenção dos bandidos que assaltaram a universitária. Segundo a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), ela foi rendida por dois homens que estavam num Gol branco quando chegava em casa, em Belford Roxo, e teria reagido à abordagem.
- Provavelmente a Tayenne estava com o celular na mão, pronta para ligar para os pais avisando que havia saltado da van e já estava chegando em casa - disse Cíntia.
Tayenne usa asas de anjo em foto
Tayenne usa asas de anjo em foto Foto: Reprodução / Facebook
A universitária - que além da faculdade trabalhava no MetrôRio - foi morta a cerca de 500 metros de casa. Ela levou dois tiros. Agentes da DHBF analisam imagens de câmeras de segurança próximas ao local do crime para tentar identificar os bandidos. De acordo com o delegado Wellington Vieira, o próximo passo nas investigações é reconstitutir os passados de Tayenne de Copacabana até Belford Roxo. Os policiais farão isso com a ajuda de uma amiga que estava com a universitária até poucos momentos antes de sua morte.
Amigos chegam para o velório de Tayenne
Amigos chegam para o velório de Tayenne Foto: Fabiano Rocha / Extra
‘Um anjo’, diz pai em velório
Muito emocionado e sem conseguir conter as lágrimas durante o velório da filha, no Cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, também na Baixada, o pai de Tayenne, Edo Abreu, de 57 anos, lembrou da noite de Natal passada em família. Segundo ele, a festa de 2014 foi uma das mais felizes: a universitária não conseguiu esconder a emoção por vê-lo vestido de Papai Noel pela primeira vez:
- Ela comprou a roupa para mim porque queria agradar os sobrinhos (de 1 e 4 anos). Estava muito feliz, pois essas crianças eram como se fossem filhos dela. Durante a comemoração, ela me abraçou e disse no meu ouvido: “Pai, esse foi o melhor Natal da minha vida”. Era o nosso anjinho. Minha filha era um anjo.
Tayenne, com a sobrinha no colo, e a família na noite de Natal
Tayenne, com a sobrinha no colo, e a família na noite de Natal Foto: Álbum de família
Após os festejos de fim de ano, Tayenne se preparava para viajar para Morro de São Paulo, na Bahia, no próximo dia 7. A jovem já havia comprado a passagem e se preparava para curtir as primeiras férias em cinco anos.
- Dezembro foi um mês muito intenso para ela. Talvez um dos mais felizes que já teve. Na virada de ano, ela ligou e falou com a mãe e comigo: “Pai, estou me divertindo muito. Aqui é fenomenal. Este ano estamos juntos. Eu te amo, pai” - lembrou Edo.
O irmão e a mãe da universitária
O irmão e a mãe da universitária Foto: Bernardo Costa / Extra
A jovem foi enterrada no início da tarde. Parentes e amigos aplaudiram muito e gritaram "Justiça, justiça!" quando o caixão seguiu para a sepultura. A mãe dela, Tânia Rodrigues, e o irmão dela, Douglas Abreu, se consolaram, emocionados.
Foto postada pela jovem em rede social horas antes de morrer
Foto postada pela jovem em rede social horas antes de morrer Foto: Reprodução
Uma foto postada por Tayenne numa rede social mostra sua felicidade durante a festa de Ano Novo. No registro, feito horas antes de ela ser morta, a universitária aparece sorrindo, com os braços abertos.