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terça-feira, 9 de agosto de 2011

IDOSA VIVE TARDE DE TERROR EM SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA

O telefone fixo sem fio tocou. Do outro lado da linha, uma voz desesperada de uma pessoa chorando gritava por ajuda: “Mãe, mãe, estou aqui em poder dos sequestradores. Me ajuda... A senhora tem que fazer alguma coisa; eles querem R$5 mil reais para me libertar”.

Assim, começou o drama no início da tarde desta terça-feira, 09-08, por volta das 12 horas, da sexagenária Sônia Gonçalves Guimarães, 67, moradora no Rio de Janeiro, mas que possui um pequeno comércio na Praia de Barra do Itabapoana, em SFI.

Com ameaças de morte, o falso sequestrador determinou que Dona Sônia viajasse de Barra até o centro de São Francisco de Itabapoana para fazer um depósito de R$5 mil em sua conta corrente, que segundo os dados, está ligada à Agência do Banco Itaú do Bairro da Lapa, em Campos dos Goytacazes.

Convencida de que estava falando com a filha, que é advogada e mora no Rio de Janeiro, Dona Sônia, em conversa com o bandido, disse que tinha o dinheiro, mas que ele preservasse a vida dela.

De ônibus viajou até a cidade de São Francisco onde sacou o dinheiro na agência do Banco do Brasil para em seguida depositar na conta do falso sequestrador no Itaú. Nas duas agências a vítima foi orientada a não fazer o depósito, ouvindo de funcionários que se tratava de um golpe. Mas, mesmo assim, ela insistiu em cumprir a determinação do bandido, acreditando que estava salvando a vida da filha.

Atendimento médico

Depois que fez o depósito, a vítima, antes de registrar o crime na 147ª Delegacia Legal de São Francisco de Itabapoana, passou mal e foi levada para o Posto de Saúde, localizado ao lado Itaú.

Enquanto era atendida pelo médico de plantão finalmente conseguiu falar com a filha, no Rio de Janeiro, que estava bem e não sabia do drama que a mãe estava passando.

Orientação policial

O delegado Renato Perez, titular da Delegacia Legal de SFI explicou que a orientação nestes casos é desligar o telefone, manter a calma e falar imediatamente com o parente para se certificar que está tudo bem. “Sei que é um momento difícil, mas a vítima tem que buscar ajuda no entorno dela de algum amigo ou parente”, diz.

FONTE BLOG PAULO NOEL

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